Editora Bortolotto
As travessias em Grande sertão: veredas, Kathrin Holzermayr Rosenfield
As travessias em Grande sertão: veredas, Kathrin Holzermayr Rosenfield
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Grande sertão: veredas tem fama de ser um livro difícil. Kathrin Rosenfield mostra que, por trás de sua extraordinária complexidade, o romance se organiza com a clareza típica das lendas. Ao acompanhar os principais movimentos narrativos da obra, a autora revela os problemas fundamentais que a estruturam: a busca pela ordem, a inseparabilidade do bem e do mal e a constituição da experiência humana. Reconhecida internacionalmente por seus estudos sobre filosofia e literatura, Rosenfield coloca a serviço de Guimarães Rosa uma rara convergência de erudição, rigor analítico e imaginação interpretativa. O resultado é uma leitura ao mesmo tempo profunda e acessível, capaz de orientar a travessia do leitor pelas veredas de um sertão universal.
Sobre a autora:
Kathrin Holzermayr Rosenfield é Professora Titular de Literatura e Filosofia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Nascida em Salzburgo, na Áustria, iniciou seus estudos universitários em Paris, graduando-se em Letras na Université Sorbonne Nouvelle e especializando-se em Psicologia Clínica na Université Paris Diderot. Concluiu seus estudos de pós-graduação em Antropologia Histórica, na École des Hautes Études en Sciences Sociales, em Paris, e em Literatura, na Universidade de Salzburgo. Radicada no Brasil desde a década de 1980, estabeleceu-se em Porto Alegre, onde desenvolveu sua carreira acadêmica. Intelectual de formação abrangente, publicou mais de vinte livros sobre Filosofia, Literatura e Psicanálise, editados em português, francês e inglês. Sua obra é marcada pelo rigor intelectual e pela inovação crítica. Produziu estudos de referência sobre a tragédia grega, com publicações dedicadas a Antígona e Édipo Rei. Entre os autores brasileiros, dedicou-se especialmente às obras dos ensaístas Euclides da Cunha, Paulo Prado, Sérgio Buarque de Holanda e Gilberto Freyre, bem como dos escritores Machado de Assis, Clarice Lispector e João Guimarães Rosa. Em 2006, seu ensaio Desenveredando Rosa recebeu o Prêmio Mário de Andrade, da Fundação Biblioteca Nacional.
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